Evento de Trigo alerta sobre união da cadeia produtiva e lança desafios para a pesquisa

Evento de Trigo alerta sobre união da cadeia produtiva e lança desafios para a pesquisa

 

Pesquisadores, produtores e representantes da indústria discutiram os principais gargalos da cultura e aspectos políticos, econômicos e tecnológicos a serem aprimorados

Encerrou nesta quinta-feira (27), a 11ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (RCBPTT) e o Fórum Nacional do Trigo 2017, realizados pela Coodetec, em Cascavel. Os eventos reuniram mais de 200 participantes, vindos dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás e do Paraná, em busca de soluções conjuntas para o avanço da triticultura nacional.  
Nos três dias de evento, pesquisadores, produtores e representantes da indústria moageira discutiram os principais gargalos da cultura do trigo no país e os aspectos políticos, econômicos e tecnológicos que precisam ser aprimorados em busca de crescimento.  “Ficou bem claro que precisamos estar unidos, dialogar e buscar soluções que beneficiem o produtor, a indústria e o consumidor”, ressaltou o pesquisador de trigo da Coodetec e presidente do evento, Francisco de Assis Franco. 
Quando um dos lados se sente prejudicado, toda a cadeia sofre as consequências. “Na última safra, o produtor não conseguiu boas condições de venda para o grão e acabou decidindo diminuir o plantio para a safra atual”. A consequência pode ser a alta do preço do grão, seguido de um aumento nos produtos derivados do trigo para o consumidor final, alerta o pesquisador. 
Durante o evento, foram apresentados 73 trabalhos nas áreas de Ecologia; Fisiologia e Práticas Culturais; Fitopatologia; Entomologia; Melhoramento, Aptidão Industrial e Sementes; Solos e Nutrição Vegetal e Transferência de Tecnologia e Socioeconomia. O conteúdo será disponibilizado no site oficial - www.reuniaodetrigo2017.com.br - e poderá ser acessado a partir do dia 10 de agosto. 
Para a pesquisa, fica o desafio de atualizar as informações técnicas que balizam o plantio do trigo; gerar dados e evidências para negociar junto ao Governo e à ANVISA normas que dificultam a expansão da triticultura ou a justa concorrência entre o trigo importado e o brasileiro; além de buscar formas de controle ou combate às doenças e o desenvolvimento de novas e melhores cultivares. 
“Há muito trabalho para ser feito. As pesquisas seguem e reuniões paralelas entre as subcomissões de pesquisa são realizadas ao longo do ano, para que possamos chegar à próxima edição do evento com novos resultados”, explica Franco. 
A próxima edição acontece em 2018 e será em Passo Fundo/RS. A Embrapa ainda definirá a instituição responsável por sediar a 12ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (RCBPTT) e o Fórum Nacional do Trigo 2018. 
 
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